domingo, 7 de julho de 2013

Sou um deserto

Caminhas pelo meu corpo com...
- as pontas dos dedos.
             ]qual areal em chamas
              que calcas descalço[
Sou um deserto.
 
Procuras algo
Será o abismo?
Está mais fresco lá
- eu tão cálida.
 
E é numa vertigem 
Que te entregas
               
                e 
              
                cais

- para dentro de mim.
 
                                                  Iolanda Oliveira

2 comentários:

Flávia Damásio disse...

entregas-te mais neste canto , tem um tacto mais teu . e poesia que aqui colocas é divinal . ele caiu no abismo de ti própria ?

Cainã Ito disse...

Por que não escreve mais? Com uma escrita tão bela, não deveria parar de rasurar. São tão poucos os blogs que não sejam diários ou de desabafos do dia-a-dia.
Fico na expectativa de ler um texto seu, como aqucele da cafeteria,a que tanto me encantei.

Cainã Ito