domingo, 21 de abril de 2013

Percorro-te com o beijo de um olhar
És feito de pedaços de céu-
Num dia de Agosto.
Pudesse eu tocar-te as feridas que...
Deves ser do mais belo quando choras.

Esqueço-me do passado
Quando me vasculhas de vergonhas.
Somente de verdade és feito,
À parte daquilo que escondes.

Gostaria que te sentasses aqui-
Agora- e me roubasses o lápis-
Da mão- como me roubas a 
Atenção. 

Bloqueio.
Não sei que dizer-te senão
Que te queria-
Mais perto- e tocar o céu fechado
Com as pontas dos dedos ou...
Com a ousadia de um beijo.

É pedir muito, eu sei.
É desperdiçar papel com o que nunca
Te direi. Mas, olha-me:
Sou escritora.
E tu, eterno agora. 

                                                                                                    Iolanda Oliveira

3 comentários:

Anónimo disse...

"Mas, olha-me:
Sou escritora.
E tu, eterno agora."
suspiros, iolanda, arrancas-me muitos.

Flávia disse...

Um extremo doce , que ele te arranque dos dedos o lápis e que te faça sorrir de ternura .

Flávia disse...

r : considero a tua poesia comovente e absolutamente linda .
Quiçá não esteja o segredo dele precisamente aí : em te fazer aguardar pelo teu próprio sorriso.